

Ao final da primeira semana da Olimpíada de 2016, a destacar o brilho de Michael Phelps, um gênio das piscinas, com 4 provas, 3 ouros e 1 prata. Sensacional, certamente o melhor de todos os tempos na cena olímpica. E menção ao gênio do tatame, Teddy Riner. De um modo geral, nas provas esportivas tudo dentro do esperado, com as potências esportivas de sempre em suas posições de costume, fazendo menção honrosa ao Japão que estava em terceiro lugar no quadro geral de medalhas até a última quarta-feira, revelando um belo plano de trabalho para os jogos de Tóquio em 2020, onde pretendem superar sua principal rival na política e no esporte: a China, talvez hoje a maior potência esportiva em quase todos os esportes. Só não supera os EUA, porque é mais fraca no basquete, natação, futebol e atletismo. Mas um dia eles chegam lá. Com relação ao Brasil, destaque para Rafaela Silva, nossa judoca guerreira e impecável e Felipe Wu no tiro; e também Mayra Aguiar, brilhante no tatame com o merecido bronze.
E o Brasil ? Pois é,luta como nunca perde como sempre. Saldo negativo, mesmo com os atletas citados no parágrafo anterior que obtiveram as medalhas, temos que ressaltar que, infelizmente a maioria de nossos atletas ainda parece carecer de uma preparação psicológica, do acreditar que é possível vencermos, temos que superar a nós mesmos. Nós não conseguimos acreditar em nosso potencial. O COB investiu pesado de Londres para cá na preparação de nossos atletas. Mas pelos resultados até agora, vê-se que diante do investimento feito, o resultado está muito aquém e deverá ser assim ao final dos jogos. Não estamos a ver nos atletas brasileiros, a gana de vencer vista nos demais atletas. Corremos o risco de ficar até atrás de Argentina e Colômbia nesses jogos, o que seria um verdadeiro fracasso, com todo o respeito a nossos vizinhos sul-americanos. Lamentável.
Para ilustrar o que está a ser escrito até aqui, vamos analisar algumas derrotas doídas e lamentáveis. Há pouco, no basquete masculino, vimos o Brasil praticamente ter a vitória nas mãos diante da Argentina e no final do tempo normal, permitimos o empate. E após duas prorrogações perdemos. O que está errado nisso tudo ? Do grupo masculino do basquete, temos Nenê, Raulzinho, Huertas, :Leandrinho, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Cristiano Felício e Lucas Nogueira que jogam na NBA. Dois deles são campeões na NBA, Splitter e Leandrinho. Não adianta dizer que Splitter e Varejão fizeram falta. Esta foi a melhor geração que tivemos nos últimos 10 anos, mas como time não deu certo. Antes de Magnano, tivemos outros técnicos e o time não funcionou, cometendo erros cruciais em momentos que não deviam cometer. Foi o que aconteceu hoje no jogo com a Argentina e também contra a Croácia. Erros em rebotes, arremessos fáceis e erros na defesa que permitia constantemente arremessos de 3 pontos que foram cruciais para os adversários, sendo que um desses permitiu o empate à Argentina no tempo normal. . São bons jogadores ? Acredita-se que sim, senão não estariam na NBA. Mas o psicológico falhou mais uma vez e jogamos como nunca, perdemos como sempre. Estamos fora, boa geração de jogadores perdida. Então, é começar do zero para quem sabe, chegarmos a uma medalha olímpica daqui a quatro anos.
Também no vôlei masculino, vimos o Brasil perder de forma humilhante para os EUA. Para um time bicampeão olímpico e com duas medalhas de prata, tomamos uma aula de vôlei na última quinta-feira, com uma recepção falha, permitindo vários aces. Também vemos falta de atitude em alguns jogadores dessa seleção, a famosa atitude, tal qual no basquete masculino. Mas pelo menos passaremos às quartas de final, mas esperamos uma mudança de atitude da equipe masculina que tem bons jogadores também. Já o time feminino vem excepcionalmente bem. Parecem estar sob controle. Mas ainda é cedo para se falar mais sobre isso, pois ainda estamos na fase de classificação em ambos os torneios. Mas é óbvio que nem se compara na atitude das confederações dos dois esportes quanto ao investimento e trabalho em revelar jogadores. No caso do basquete, a CBB é um exemplo de incompetência abissal.
No vôlei de praia, temos duplas, tanto no masculino quanto no feminino que são campeãs mundiais atualmente. Mas em jogos olímpicos tudo muda. Tanto que uma de nossas duplas foi eliminada hoje (Solberg/Evandro). Mas essa dupla, vendo alguns dos jogos, percebia-se o nervosismo flagrante em ambos, fazendo com que errassem jogadas que normalmente não erram. Resultado: passaram de fase no sufoco e foram eliminados hoje. Vamos ver os campeões mundiais Alisson e Schmitt como se sairão. Já as duplas femininas estão a ir muito bem, aparentemente estão com o psicológico em cima. Vamos ver mais adiante.
No tênis, a nossa dupla Marcelo Melo/Bruno Soares sucumbiu frente a uma dupla romena que foi medalha de prata. Também falharam em momentos cruciais no jogo, a frieza dos romenos foi fundamental para a vitória. E sucumbimos nas mistas também. Reparem que o tempo todo a palavra psicologia permeia a análise até aqui feita.
No futebol, passamos de fase tanto no feminino quanto no masculino. Mesmo com atuações claudicantes nos dois primeiros jogos, o time masculino teve uma atuação excelente contra a Dinamarca e passamos de fase. Hoje teremos o embate ante a Colômbia, nossa velha e conhecida adversária e freguesa. Mas todo cuidado é pouco. Já a seleção feminina foi melhor na primeira fase e em uma decisão para cardíacos nos pênaltis contra a Austrália, estamos na briga por medalha.
Por hora, pelos resultados e pelo visto até agora, a meta do COB de ficar entre os dez primeiros dificilmente será alcançada. Mas ainda temos olimpíada pela frente. Quem sabe agora no final reagimos e beliscamos algumas medalhas. Olha a Colômbia e a Argentina em nossos calcanhares hein...