domingo, 10 de janeiro de 2016

EDUCAÇÃO BRASILEIRA - EM BUSCA DA MELHOR DIRETRIZ

   Em busca da melhor diretriz para o novo currículo de nosso ensino básico, a sociedade civil e o MEC têm procurado em um amplo debate estabelecer o novo currículo para a educação básica no Brasil.  Nesta primeira semana do novo ano, surgiu uma discussão que é de fundamental importância para nosso país, uma vez que se trata de um assunto fundamental para a formação das futuras gerações de brasileiros:  o novo Currículo do Ensino de Base de nossa educação.   Essa discussão é consequência de uma polêmica levantada em torno do novo currículo da disciplina de História, que este blog considera de suma importância, uma vez que é preciso que entendamos a nossa História para formação de nosso pensamento crítico, que é fundamental que se busque o pensamento crítico, pois tal pensamento é que faz com que os cidadãos possam refletir com clareza o que é melhor para o nosso país sem manipulações e/ou influência de grupos, notadamente no caso do Brasil a elite, oriunda da aristocracia rural vigente na época de colônia que gerou os barões de café que são os ascendentes dos hoje donos de bancos e grandes corporações do agronegócio que a compõem.  Os dois aspectos são os seguintes::

  I)  A possível retirada da História da Europa, sob a alegação de Eurocentrismo no nosso ensino de História, além também da omissão da História Antiga.   Nos EUA, nem se ensina a História Europeia, eles se concentram apenas nas treze colônias e olhe lá; nem a história da Inglaterra que os colonizou é ensinada.  Sob esse aspecto, vamos lá:  a visão é de que temos que estudar a História da humanidade como um todo, se quisermos analisar criticamente o mundo de hoje, é preciso se ensinar desde a História do Egito, dos fenícios, assírios, império Persa, Império Bizantino, pois foi a partir daí, que se moldou nosso Mundo; logo para se entender até nossa História entendermos o porquê falamos português e tudo o mais, isso não surgiu do nada é claro.  Surgimos de um país europeu e isso está fortemente ligado à história europeia, afinal foi das Grandes Navegações que surgiram o nosso Achamento e o Achamento da América. Então, não podemos omitir a História da Europa. Com isso não se consegue entender o porquê das guerras, do racismo, das guerras árabes-judias, enfim porque acontecem as bizarrices que para nós hoje não fazem sentido como a questão palestina e o racismo no mundo; logo se o MEC realmente estiver disposto a isso, será um verdadeiro tiro no pé.

  II) A Inclusão da História Ameríndia e História Africana:  relacionando com o aspecto anterior, a História Antiga já faz parte da História Africana, afinal o Egito, os fenícios e parte dos assírios são oriundos do continente africano; logo a História Antiga é em sua maioria a História da África; a Grécia e Roma Antigas vem depois dessas civilizações; o que é preciso se entender é que a história afro-brasileira e Ameríndia não excluem a História Antiga como ela é ensinada.

 Portanto, se houver um viés ideológico nisso, no que este blog não acredita em um primeiro momento, é de uma estupidez colossal essa mudança.  Se é para mudar, é apenas incluir a história Ameríndia e a História Afro-Brasileira.  A inclusão de um assunto não elimina o que já é ensinado atualmente.

domingo, 3 de janeiro de 2016

REVEILLON - O QUE NINGUÉM GOSTA DE LER OU OUVIR

O ser humano possui uma faculdade em que ele simplesmente escolhe o que quer ouvir ou ler: isso chama-se Memória Seletiva.  É o que acontece em todo o reveillón, onde tudo se transforma em alegria (OU HISTERIA) coletiva. É a hora dos famosos pedidos, pulinhos de sete ondas , ou seja, todos os desejos bregas afloram da mente das pessoas nessa histeria.  E nada, nada de ruim nesta hora existe: não existe violência, não existem assassinatos, crianças abandonadas, mendigos, tudo é varrido para debaixo do tapete na noite da passagem de ano; só os fogos e o banho de champanhe anônimo é que valem, como se tudo tivesse sido esquecido.  E quando se volta a realidade e o fim da histeria, tudo reaparece como em um passe de mágica.  A verdade caros, é que quem faz um ano bom ou ruim somos nós.  Depois de uma certa idade, a ilusão acaba e temos que olhar a realidade e perceber que , de nada adianta sete pulinhos, se você não se esforçar para mudar.  A violência, o abandono, a má qualidade dos transportes públicos, isso persiste nas grande metrópoles; o Rio apesar de sua beleza natural , é uma cidade que tem uma série de mazelas humanas, devido ao seu gigantismo, à sua falta de planejamento, a sua incapacidade de ter tanta gente espremida por quilômetro quadrado. Mas isso não é exclusividade nossa: São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador têm os mesmos problemas.   As maiores cidades brasileiras não têm condições de terem tanta gente morando em suas cercanias.  Daí a necessidade de planejamento urbano mais racional e desenvolvimento das cidades do nosso interior para termos um equilíbrio populacional maior.  As maiores cidades não suportam mais tamanho gigantismo.  Precisamos pensar mais em melhor qualidade de vida para nós mesmos. Mas isso ninguém fala.   Feliz 2016 leitor.