Em busca da melhor diretriz para o novo currículo de nosso ensino básico, a sociedade civil e o MEC têm procurado em um amplo debate estabelecer o novo currículo para a educação básica no Brasil. Nesta primeira semana do novo ano, surgiu uma discussão que é de fundamental importância para nosso país, uma vez que se trata de um assunto fundamental para a formação das futuras gerações de brasileiros: o novo Currículo do Ensino de Base de nossa educação. Essa discussão é consequência de uma polêmica levantada em torno do novo currículo da disciplina de História, que este blog considera de suma importância, uma vez que é preciso que entendamos a nossa História para formação de nosso pensamento crítico, que é fundamental que se busque o pensamento crítico, pois tal pensamento é que faz com que os cidadãos possam refletir com clareza o que é melhor para o nosso país sem manipulações e/ou influência de grupos, notadamente no caso do Brasil a elite, oriunda da aristocracia rural vigente na época de colônia que gerou os barões de café que são os ascendentes dos hoje donos de bancos e grandes corporações do agronegócio que a compõem. Os dois aspectos são os seguintes::
I) A possível retirada da História da Europa, sob a alegação de Eurocentrismo no nosso ensino de História, além também da omissão da História Antiga. Nos EUA, nem se ensina a História Europeia, eles se concentram apenas nas treze colônias e olhe lá; nem a história da Inglaterra que os colonizou é ensinada. Sob esse aspecto, vamos lá: a visão é de que temos que estudar a História da humanidade como um todo, se quisermos analisar criticamente o mundo de hoje, é preciso se ensinar desde a História do Egito, dos fenícios, assírios, império Persa, Império Bizantino, pois foi a partir daí, que se moldou nosso Mundo; logo para se entender até nossa História entendermos o porquê falamos português e tudo o mais, isso não surgiu do nada é claro. Surgimos de um país europeu e isso está fortemente ligado à história europeia, afinal foi das Grandes Navegações que surgiram o nosso Achamento e o Achamento da América. Então, não podemos omitir a História da Europa. Com isso não se consegue entender o porquê das guerras, do racismo, das guerras árabes-judias, enfim porque acontecem as bizarrices que para nós hoje não fazem sentido como a questão palestina e o racismo no mundo; logo se o MEC realmente estiver disposto a isso, será um verdadeiro tiro no pé.
II) A Inclusão da História Ameríndia e História Africana: relacionando com o aspecto anterior, a História Antiga já faz parte da História Africana, afinal o Egito, os fenícios e parte dos assírios são oriundos do continente africano; logo a História Antiga é em sua maioria a História da África; a Grécia e Roma Antigas vem depois dessas civilizações; o que é preciso se entender é que a história afro-brasileira e Ameríndia não excluem a História Antiga como ela é ensinada.
Portanto, se houver um viés ideológico nisso, no que este blog não acredita em um primeiro momento, é de uma estupidez colossal essa mudança. Se é para mudar, é apenas incluir a história Ameríndia e a História Afro-Brasileira. A inclusão de um assunto não elimina o que já é ensinado atualmente.
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