O ser humano possui uma faculdade em que ele simplesmente escolhe o que quer ouvir ou ler: isso chama-se Memória Seletiva. É o que acontece em todo o reveillón, onde tudo se transforma em alegria (OU HISTERIA) coletiva. É a hora dos famosos pedidos, pulinhos de sete ondas , ou seja, todos os desejos bregas afloram da mente das pessoas nessa histeria. E nada, nada de ruim nesta hora existe: não existe violência, não existem assassinatos, crianças abandonadas, mendigos, tudo é varrido para debaixo do tapete na noite da passagem de ano; só os fogos e o banho de champanhe anônimo é que valem, como se tudo tivesse sido esquecido. E quando se volta a realidade e o fim da histeria, tudo reaparece como em um passe de mágica. A verdade caros, é que quem faz um ano bom ou ruim somos nós. Depois de uma certa idade, a ilusão acaba e temos que olhar a realidade e perceber que , de nada adianta sete pulinhos, se você não se esforçar para mudar. A violência, o abandono, a má qualidade dos transportes públicos, isso persiste nas grande metrópoles; o Rio apesar de sua beleza natural , é uma cidade que tem uma série de mazelas humanas, devido ao seu gigantismo, à sua falta de planejamento, a sua incapacidade de ter tanta gente espremida por quilômetro quadrado. Mas isso não é exclusividade nossa: São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador têm os mesmos problemas. As maiores cidades brasileiras não têm condições de terem tanta gente morando em suas cercanias. Daí a necessidade de planejamento urbano mais racional e desenvolvimento das cidades do nosso interior para termos um equilíbrio populacional maior. As maiores cidades não suportam mais tamanho gigantismo. Precisamos pensar mais em melhor qualidade de vida para nós mesmos. Mas isso ninguém fala. Feliz 2016 leitor.
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