domingo, 7 de agosto de 2016

Rio 2016 - Expectativas, trapalhadas e a festa

Foi bonita a festa ó pá.   Como diria o glorioso Chico Buarque em seu clássico Tanto Mar, a abertura dos jogos olímpicos Rio 2016, ocorrida na última sexta-feira no Maracanã foi muito bem feita, emoldurada no tema da diversidade, mostrando ao mundo as múltiplas facetas de nossa Pindorama varonil.  Muito justa a escolha de Vanderlei Cordeiro de Lima, para acender a pira olímpica, um maratonista que teve sua medalha de ouro em Atenas vilipendiada por um padre louco irlandês que atravessou seu caminho. Mas manteve a calma e a dignidade, faturando o bronze com sabor de ouro.  Parabéns aos envolvidos, festa bonita e bem descontraída.

Quanto às medalhas de lata, as trapalhadas, menção honrosa ao prefeitinho que se diz um grande prefeito.  Eduardo Paespalhão fez das suas ao prometer um canguru perneta, quando a delegação australiana viu graves problemas nos prédios de sua vila olímpica com vazamentos monumentais em suas dependências.  Uma farpa aqui, outra ali e os problemas foram sanados.  Pelo menos aparentemente.  Mas Paespalhão, não pense que os australianos esqueceram sua piada sem graça. Daqui a pouco aparece um monumento à pivetada carioca em Sydney ou um canguru com luvas de boxe para dar uns socos na sua cara de peroba.  Paespalhão.

Agora, as expectativas:  o COB traçou uma meta de ficarmos entre os 10 primeiros.  É uma meta possível ?  Vimos no Pan, por exemplo, que não é necessariamente um bom indicativo, que alguns atletas tentaram fazer os ensaios, resultantes de uma preparação exaustiva durante os 4 anos de Londres para cá.  Temos algumas modalidades como o vôlei, handebol feminino, alguns nadadores, o futebol e a equipe de judô.  Talvez a ginástica olímpica.  Agora há pouco, antes deste post, o judô já caiu em 4 disputas, e vimos a Argentina (meu Deus!) ganhando um ouro nas nossas costas. Quem é Paula Pareto ?  Então, por esse fato ocorrido há pouco, existe um grande obstáculo a essa meta: os próprios atletas brasileiros, que ao que parece, não têm e não tiveram uma preparação psicológica para competir em casa.  Será possível que nossos atletas um dia ainda terão uma preparação mental decente ?  A conferir.


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