domingo, 11 de setembro de 2016

DESIGUALDADES SOCIAIS – SOCIALISMO X COMUNISMO – UMA ABORDAGEM




Recentemente, através do site o cafezinho, foi divulgado um artigo que contém um estudo sobre a desigualdade social no mundo e há um dado assustador: houve um aumento muito grande de 2008 para cá entre os 1% mais ricos e o restante da população do globo.  Os 1% mais ricos detém cerca de 90% ou mais de toda a riqueza mundial. Ainda há divulgações sobre o percentual do percentual do PIB da dívida externa dos países e nota-se no estudo um alto percentual de comprometimento da países do G20 neste estudo.  E o artigo que muito deste endividamento se dá pelo fato, principalmente dos países europeus, de gastarem muito em encargos sociais, previdência, justamente para se combater a desigualdade social que piorou muito neste período, principalmente depois da crise de 2008 nos EUA, provocado pela crise imobliária, das hipotecas, retratada no filme A Grande Aposta. E a ideia de se fazer o ajuste fiscal no Brasil que hoje tem um endividamento do PIB bem menor do que a Itália ou os EUA, é justamente socorrer esses países do G20.  Cruel, mas essa é a ideia, usar o Brasil que tem uma boa reserva internacional, para socorrer países europeus.

O que é preciso se entender é que desde que o mundo é mundo, desde o mercantilismo de Adam Smith e Colbert, é que infelizmente a ganância humana sempre foi o motor propulsor de políticas econômicas individualistas em detrimento dos demais.  E o liberalismo econômico é o filho do mercantilismo que gerou o seu neto, o capitalismo e este até hoje domina o mundo, passado de geração para geração.  Por isso, no depois da revolução industrial na Europa do século XVIII, o nível desse liberalismo chegou a tal nível, que na Alemanha surgiu uma dupla de filósofos alemães Marx e Engels que preconizaram a exploração do homem pelo homem e, na célebre publicação O Capital, Marx preconizou uma alternativa com vistas a deter o liberalismo e seu filho, o capitalismo, com vistas a diminuir o abismo já existente entre os trabalhadores e a grande burguesia da época: o Socialismo, como meio de política a diminuir a desigualdade crescente para depois implantar o comunismo, como prática sócio-econômica.


Em função disso, cabe aqui diferenciarmos o socialismo do comunismo, uma vez que as pessoas em geral confundem tudo pensando que os dois são uma coisa só e existem diferenças e não são poucas.  Um deriva do outro.  O socialismo foi uma teoria para o combate ao capitalismo que gerava uma distribuição completamente desigual de renda, onde os donos dos meios produção acumulavam pelo menos 80% da riqueza e o restante ficando para os trabalhadores.  Já o comunismo, através da ditadura do proletariado preconizava a revolução da classe trabalhadora com a luta de classes, para então dividir os meios de produção pelas comunas, onde cada um seria responsável pela produção, fazendo assim com que todos tivessem chances iguais de divisão da riqueza produzida; logo o socialismo prepara o terreno tentando frear a desigualdade e o comunismo consolidava essa redistribuição, sendo que o comunismo previa a revolução preconizada pelos trabalhadores a se espalhar pelo mundo todo.  E não em apenas um país, através de burocratas.  E foi esse o motivo pelo qual Trotski foi assassinado no anos 30 na Europa, a mando de Josif Stalin. E isso é que hoje é o motivo de combate à esquerda no mundo hoje: o erro crasso de Stalin, ao pensar na revolução apenas em um lugar; e isso criou uma forte burocracia estatal que acaba criando uma luta de classes entre si própria e não o que Trotski defendia a nível mundial.  O socialismo ainda gerou tendências hoje também à esquerda, como o socialismo ambiental e/ou ecológico, que é a base de partidos ecológicos pelo mundo e o socialismo democrático que inclui políticas como o estado do bem-estar social, muito comum na Europa. Mas as pessoas fazem confusão chamando aos que defendem o combate à desigualdade social, de comunistas. Nada mais equivocado ou uma ignorância por conveniência.


Em particular aqui em Pindorama, a desigualdade social que perdura desde 1500, é resultante de nossa evolução histórica como colônia de exploração e herdamos a burocracia tão típica dos ibéricos.  Então, quando do início de nossa colonização, vieram colonos para administrarem os engenhos de produção de cana-de-açúcar. E foi a partir daí, de geração em geração, com o tráfico negreiro para mão-de-obra, surgiu a aristocracia rural, que com o tempo originou os barões de café e do leite que por sua vez deram origem às oligarquias que hoje mandam no país.  Tudo infelizmente é devido à nossa péssima evolução histórica.  Essa é a origem de nossos problemas, de nossa política, que elegem políticos que em sua maioria defendem os interesses dos mais privilegiados, em detrimento dos mais pobres, dos negros, das mulheres, enfim.  O Brasil é cheio de privilégios egoístas e coloca boa parte de sua população uns contra os outros, com ódio, racismo e outras mazelas.  Assim, a desigualdade social aqui tem origens mais particulares e é difícil se combater devido ao individualismo próprio do brasileiro que não quer que outros também tenham uma vida ao menos digna.  Mas um dia, esse dia há de chegar e possivelmente a grande massa empobrecida poderá tomar o poder à força e resolver isso à força por meio de revoltas populares cada dia mais frequentes.  Para se refletir.



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

OLÍMPIADA RIO 2016 - balanço final




Ontem encerrou-se a olimpíada Rio 2016.  Quebras de recordes mundiais e olímpicos, as apoteoses de Usain Bolt e Michael Phelps, o show de Kevin Durant e a consagração do Brasil, conquistando finalmente o ouro em uma olimpíada no futebol e a melhor participação brasileira nos jogos olímpicos,  Esta é a síntese da Rio 2016, uma olimpíada bem sucedida, com uma grande festa no Rio de Janeiro, com alguns percalços, mas no final de tudo, um evento de grande sucesso, sem dúvida.

Em relação ao aspecto generalista, grandes destaques para Michael Phelps, o maior atleta olímpico de todos os tempos e uma das lendas mundiais, faturando três ouros e uma prata e assim, saindo de cena em grande estilo.  E o que dizer de Usain Bolt, tricampeão olímpico dos 100m rasos no atletismo ? Outra lenda esportiva, todos os dois inscreveram seus nomes na galeria dos grandes atletas, ao lado de nomes como Pelé, Michael Jordan, Ayrton Senna, Magic Johnson.  E o que dizer de Sérgio Escadinha, líbero da seleção brasileira de vôlei masculino, grande artífice do tricampeonato do Brasil na Olimpíada ? E Carmelo Anthony batendo o recorde de pontos da seleção de basquete dos EUA e se tornando também tricampeão olímpico ? Ou seja, muitos destaques que não cabem aqui neste artigo e que fizeram história na Rio 2016.

Agora, quanto a participação brasileira na Rio 2016, depois de um início claudicante com apenas um ouro, de Rafaela Silva, do meio para o final, o Brasil deu uma boa arrancada e fechou com sua melhor participação nos jogos olímpicos com 19 medalhas:,7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Cabe destacar que nesta última participação, o número de medalhas de ouro foi o maior da história, superando Atenas, onde foram conquistadas 5 medalhas de ouro; observando também que o número de medalhas de ouro nesta edição foi maior do que as de prata e bronze. Foi a primeira vez em que isso aconteceu na história da participação do Brasil em Olimpíadas.  Confirmando o que foi escrito em artigos anteriores, o Brasil não conseguiu chegar ao top 10 entre os países com mais medalhas.  Mas a razão do porquê disso, se divide em muitas.  É preciso considerar que, apesar da lei Agnello/Piva, de 2001 que destina um percentual de 2% do arrecadado em loterias para o COB e o CPB, conforme artigo de Marcelo Barreto publicado no O Globo de ontem, ainda não há uma estrutura de ponta para o esporte aqui no Brasil; pelo contrário há muito ainda a ser feito.  Para termos uma equipe esportiva de ponta, é preciso investir no esporte como política de estado, de inclusão social.  Enquanto não dotarmos as escolas públicas de infra estrutura esportiva, além de universidades, gerando uma boa base de revelação de atletas, continuaremos a viver de brilhos isolados, como o caso de Isaquias Queiroz na canoagem, que conquistou duas medalhas de prata e uma de bronze.  No caso da lei Agnello/Piva, a Confederação de canoagem soube usar a verba a que tinha direito e contratou o técnico Jesús Morlán, espanhol, além de construir uma estrutura em Lagoa Santa, MG que proporcionou o sucesso da canoagem.  A questão é como o COB e as demais confederações usam a verba para estruturar os esportes.  O que se percebe é que em poucas , o uso é bem sucedido.  Veja o judô: com uma verba grande, o judô conquistou aquém do que foi aplicado em sua estrutura. De qualquer modo, independente da aplicação da dotação orçamentária prevista na lei Agnello/Piva, é preciso se estruturar as escolas de estrutura esportiva, para que se revele novos talentos, além da inclusão social que a perspectiva do esporte oferece; ou seja, a política esportiva é fundamentalmente vinculada à uma política de educação decente.

Agora, o período derradeiro:  fechamos bem os jogos 2016, com o ouro olímpico em nossos esportes mais populares: o futebol e o vôlei.  Não se poderia encerrar de melhor maneira a participação brasileira nos jogos em nossa casa.  No futebol, um jogo nervoso, em que a Alemanha esteve melhor em boa parte do tempo, principalmente no tempo normal, apesar do gol antológico de Neymar , de falta.  Mesmo assim, os alemães não se abalaram e continuaram tocando a bola, insistindo até empatar. Só que na prorrogação, eles cansaram e decidiram levar para os pênaltis; e se deram mal.  A questão do 7 a 1 sempre será algo que ficará marcado; claro que ganhar a medalha de ouro em cima deles, em parte recupera nosso orgulho; mas o 7 a 1, infelizmente está na história.  Noves fora, o Brasil fez por merecer esta medalha e o grupo está de parabéns.

No vôlei, o bi, agora tricampeão olímpico voltou.Depois de uma primeira fase, em que chegamos à beira da eliminação, a vitória de 3 a 1 sobre a França no último jogo foi o divisor de águas para uma arrancada histórica: pulverizamos os hermanos com uma contundente vitória de 3 a 1; e depois duas vitórias categóricas de 3 a 0 sobre a Rússia e a Itália nessa ordem que não deixam margem para dúvidas. Nunca se subestima o Brasil, em matéria de vôlei. E isso foi provado ontem.  Uma arrancada histórica.

Por fim, a mensagem final.  Que o Brasil aprenda bem com os jogos realizados aqui, a melhorar e aprimorar essa boa participação que tivemos.  Que as políticas de educação e de esporte possibilitem aos atletas, não só a melhoria de seus desempenhos, como a inclusão social.  Sem isso, o esporte brasileiro continuará a viver de brilhos esporádicos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rio 2016 - A parte intemediária e o que resta



Os jogos olímpicos Rio 2016 já estão a atingir sua fase derradeira, e com isso algumas medalhas estão a vir para o Brasil, colocando-o atualmente entre os 15 primeiros colocados no quadro de medalhas.  Do primeiro post para cá, ainda estavam a ocorrer o desfile de Michael Phelps em nossas piscinas e ainda estávamos apenas com uma medalha de ouro, de Rafaela Silva.  Com o passar dos dias, conquistamos mais três ouros e podemos chegar quem sabe a mais dois, com o futebol e o vôlei de praia.

Nesses dias, muita coisa ocorreu; a eliminação do basquete mascuino, bem como a do vôlei feminino, o desfile do Usain Bolt, faturando o tricampeonato nos 100m rasos, a medalha de ouro de Thiago Braz no salto com vara.  Ou seja, para o Brasil, algumas vitórias surpreendentes e eliminações doídas.

Para começar, a do basquete masculino.  Depois da derrota ante a Argentina, em que ficou duas vezes a frente e ganhar a partida, era questão de tempo a eliminação.  E ela veio com requintes de crueldade, em uma surra da Espanha contra a Argentina, com uma vantagem de 30 pontos. Conforme debatido, a verdade é que aparentemente falta comando no basquete brasileiro.  O basquete feminino perdeu todas as partidas.  Inclusive no basquete feminino, há uma precariedade enorme na estrutura de base no esporte, onde há anos não surge uma grande revelação.  No basquete masculino, tivemos uma geração, que embora tenha tido grandes talentos que jogam na NBA, estes não se revelaram jogadores decisivos na seleção.  É hora de se reestruturar o nosso basquete.

Outra derrota que não foi surpreendente, mas que foi profundamente dolorida, tendo em vista que o emocional desmoronou ao longo do jogo, foi a da seleção de vôlei feminino que depois de uma primeira fase impecável, sem perder um único set, foi eliminada pela seleção da China, que se chegar à final, poderá se sagrar tricampeã olímpica, tal como Cuba.  É uma camisa de respeito e poucos talvez soubessem disso.  Mas com uma baita ex-atacante no banco técnico, Lang Ping, a China teve atuação irrepreensível e nos derrotou.  Faltou equilíbrio emocional à nossa seleção.

Quanto às demais medalhas obtidas, merecem destaque: a de Thiago Braz que, em uma estratégia precisa, saltou 6,03 m , encurralou o campeão mundial Renaud Lavillenie e levou o ouro.  Até Marte, o francês reclamará da vara, que não sentou nela.  Pode resmungar até no túmulo mais adiante Lavillenie, mas Thiago Braz é ouro.   A terceira veio com um baiano bom de briga.  Após derrotar o campeão mundial, o cubano Lazaro Álvarez, favorito ao ouro, Robson Conceição dominou inteiramente o lutador francês e levou o ouro.  A última foi hoje.  Em uma briga intensa, após muitas alternâncias de posições com as equipes da Nova Zelânida e da Dinamarca, Martine Grael e Kahena Kunze levaram o ouro. Foi uma regata emocionante.  Merecem destaque também, as medalhas de prata de Isaquias Queiroz na canoagem, um esporte quase desconhecido no Brasil e da dupla Ágatha e Bárbara que perderam para a dupla alemã.  Nessa final, não tinha como parar as alemãs. Jogaram muito, sem dar chance alguma à dupla brasileira.

O futebol conseguiu chegar a uma final por um lado e bateu na trave no outro.  A seleção feminina do Brasil dominou inteiramente a partida nos 120 minutos; mas faltou a bola entrar.  A Suécia foi competente em sua proposta: defender-se e jogar nos contra-ataques ou levar a partida para os pênaltis.  Atingiu seu objetivo. Quanto a Neymar e cia, aos 14 segundos o Brasil fez 1 a 0.  Ou seja, em 14 segundos, desmorona-se um time quando este se propõe a um  esquema defensivo  a fim de virar o jogo.  Honduras tomou um gol cedo, se abriu e aí abriu-se o parquinho. Três gols no primeiro tempo e três no segundo.  Em que pese a fragilidade do time hondurenho, não se pode tirar os méritos do time de Micale. Tivemos boas jogadas, dois gols de categoria de Gabriel Jesus; houve momentos de bom futebol. E agora, a perigosa Alemanha. Vamos que vamos para tentar o tão sonhado ouro.

A dupla de vôlei Alisson Cerutti e Bruno Schimitt tiveram um jogo duro contra uma dupla holandesa, mas tiveram calma e inteligência e derrotaram-na por 2 a 1. Daqui a pouco lutarão pelo ouro contra a Itália. Vão com fé Alisson e Bruno.

Basicamente, o meio das competições foi isso.  Com destaque para o raio Usain Bolt, tricampeão dos 100m rasos. Tal como Phelps, outro destaque olímpico.

sábado, 13 de agosto de 2016

Olimpíadas 2016 - Análise parcial e o que ainda vem por aí


 


Ao final da primeira semana da Olimpíada de 2016, a destacar o brilho de Michael Phelps, um gênio das piscinas, com 4 provas, 3 ouros e 1 prata.  Sensacional, certamente o melhor de todos os tempos na cena olímpica.  E menção ao gênio do tatame, Teddy Riner.  De um modo geral, nas provas esportivas tudo dentro do esperado, com as potências esportivas de sempre em suas posições de costume, fazendo menção honrosa ao Japão que estava em terceiro lugar no quadro geral de medalhas até a última quarta-feira, revelando um belo plano de trabalho para os jogos de Tóquio em 2020, onde pretendem superar sua principal rival na política e no esporte: a China, talvez hoje a maior potência esportiva em quase todos os esportes. Só não supera os EUA, porque é mais fraca no basquete, natação, futebol e atletismo.  Mas um dia eles chegam lá.  Com relação ao Brasil, destaque para Rafaela Silva, nossa judoca guerreira e impecável e Felipe Wu no tiro; e também Mayra Aguiar, brilhante no tatame com o merecido bronze.

E o Brasil ?  Pois é,luta como nunca perde como sempre.  Saldo negativo, mesmo com os atletas citados no parágrafo anterior que obtiveram as medalhas, temos que ressaltar que, infelizmente a maioria de nossos atletas ainda parece carecer de uma preparação psicológica, do acreditar que é possível vencermos, temos que superar a nós mesmos.  Nós não conseguimos acreditar em nosso potencial.  O COB investiu pesado de Londres para cá na preparação de nossos atletas.  Mas pelos resultados até agora, vê-se que diante do investimento feito, o resultado está muito aquém e deverá ser assim ao final dos jogos.  Não estamos a ver nos atletas brasileiros, a gana de vencer vista nos demais atletas.  Corremos o risco de ficar até atrás de Argentina e Colômbia nesses jogos, o que seria um verdadeiro fracasso, com todo o respeito a nossos vizinhos sul-americanos.  Lamentável.

Para ilustrar o que está a ser escrito até aqui, vamos analisar algumas derrotas doídas e lamentáveis.  Há pouco, no basquete masculino, vimos o Brasil praticamente ter a vitória nas mãos diante da Argentina e no final do tempo normal, permitimos o empate.  E após duas prorrogações perdemos.  O que está errado nisso tudo ?  Do grupo masculino do basquete, temos Nenê, Raulzinho, Huertas, :Leandrinho, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Cristiano Felício e Lucas Nogueira que jogam na NBA.  Dois deles são campeões na NBA, Splitter e Leandrinho.  Não adianta dizer que Splitter e Varejão fizeram falta.  Esta foi a melhor geração que tivemos nos últimos 10 anos, mas como time não deu certo. Antes de Magnano, tivemos outros técnicos e o time não funcionou, cometendo erros cruciais em momentos que não deviam cometer. Foi o que aconteceu hoje no jogo com a Argentina e também contra a Croácia.  Erros em rebotes, arremessos fáceis e erros na defesa que permitia constantemente arremessos de 3 pontos que foram cruciais para os adversários, sendo que um desses permitiu o empate à Argentina no tempo normal. .  São bons jogadores ?  Acredita-se que sim, senão não estariam na NBA.  Mas o psicológico  falhou mais uma vez e jogamos como nunca, perdemos como sempre. Estamos fora, boa geração de jogadores perdida. Então, é começar do zero para quem sabe, chegarmos a uma medalha olímpica daqui a quatro anos.

Também no vôlei masculino, vimos o Brasil perder de forma humilhante para os EUA.  Para um time bicampeão olímpico e com duas medalhas de prata, tomamos uma aula de vôlei na última quinta-feira, com uma recepção falha, permitindo vários aces.  Também vemos falta de atitude em alguns jogadores dessa seleção, a famosa atitude, tal qual no basquete masculino.  Mas pelo menos passaremos às quartas de final, mas esperamos uma mudança de atitude da equipe masculina que tem bons jogadores também. Já o time feminino vem excepcionalmente bem.  Parecem estar sob controle. Mas ainda é cedo para se falar mais sobre isso, pois ainda estamos na fase de classificação em ambos os torneios.  Mas é óbvio que nem se compara na atitude das confederações dos dois esportes quanto ao investimento e trabalho em revelar jogadores. No caso do basquete, a CBB é um exemplo de incompetência abissal.

No vôlei de praia, temos duplas, tanto no masculino quanto no feminino que são campeãs mundiais atualmente.  Mas em jogos olímpicos tudo muda.  Tanto que uma de nossas duplas foi eliminada hoje (Solberg/Evandro).  Mas essa dupla, vendo alguns dos jogos, percebia-se o nervosismo flagrante em ambos, fazendo com que errassem jogadas que normalmente não erram.  Resultado: passaram de fase no sufoco e foram eliminados hoje.  Vamos ver os campeões mundiais Alisson e Schmitt como se sairão.  Já as duplas femininas estão a ir muito bem, aparentemente estão com o psicológico em cima. Vamos ver mais adiante.

No tênis, a nossa dupla Marcelo Melo/Bruno Soares sucumbiu frente a uma dupla romena que foi medalha de prata.  Também falharam em momentos cruciais no jogo, a frieza dos romenos foi fundamental para a vitória.  E sucumbimos nas mistas também. Reparem que o tempo todo a palavra psicologia permeia a análise até aqui feita.

No futebol, passamos de fase tanto no feminino quanto no masculino.  Mesmo com atuações claudicantes nos dois primeiros jogos, o time masculino teve uma atuação excelente contra a Dinamarca e passamos de fase. Hoje teremos o embate ante a Colômbia, nossa velha e conhecida adversária e freguesa.  Mas todo cuidado é pouco. Já a seleção feminina foi melhor na primeira fase e em uma decisão para cardíacos nos pênaltis contra a Austrália, estamos na briga por medalha.

Por hora, pelos resultados e pelo visto até agora, a meta do COB de ficar entre os dez primeiros dificilmente será alcançada.  Mas ainda temos olimpíada pela frente. Quem sabe agora no final reagimos e beliscamos algumas medalhas.  Olha a Colômbia e a Argentina em nossos calcanhares hein...



domingo, 7 de agosto de 2016

Rio 2016 - Expectativas, trapalhadas e a festa

Foi bonita a festa ó pá.   Como diria o glorioso Chico Buarque em seu clássico Tanto Mar, a abertura dos jogos olímpicos Rio 2016, ocorrida na última sexta-feira no Maracanã foi muito bem feita, emoldurada no tema da diversidade, mostrando ao mundo as múltiplas facetas de nossa Pindorama varonil.  Muito justa a escolha de Vanderlei Cordeiro de Lima, para acender a pira olímpica, um maratonista que teve sua medalha de ouro em Atenas vilipendiada por um padre louco irlandês que atravessou seu caminho. Mas manteve a calma e a dignidade, faturando o bronze com sabor de ouro.  Parabéns aos envolvidos, festa bonita e bem descontraída.

Quanto às medalhas de lata, as trapalhadas, menção honrosa ao prefeitinho que se diz um grande prefeito.  Eduardo Paespalhão fez das suas ao prometer um canguru perneta, quando a delegação australiana viu graves problemas nos prédios de sua vila olímpica com vazamentos monumentais em suas dependências.  Uma farpa aqui, outra ali e os problemas foram sanados.  Pelo menos aparentemente.  Mas Paespalhão, não pense que os australianos esqueceram sua piada sem graça. Daqui a pouco aparece um monumento à pivetada carioca em Sydney ou um canguru com luvas de boxe para dar uns socos na sua cara de peroba.  Paespalhão.

Agora, as expectativas:  o COB traçou uma meta de ficarmos entre os 10 primeiros.  É uma meta possível ?  Vimos no Pan, por exemplo, que não é necessariamente um bom indicativo, que alguns atletas tentaram fazer os ensaios, resultantes de uma preparação exaustiva durante os 4 anos de Londres para cá.  Temos algumas modalidades como o vôlei, handebol feminino, alguns nadadores, o futebol e a equipe de judô.  Talvez a ginástica olímpica.  Agora há pouco, antes deste post, o judô já caiu em 4 disputas, e vimos a Argentina (meu Deus!) ganhando um ouro nas nossas costas. Quem é Paula Pareto ?  Então, por esse fato ocorrido há pouco, existe um grande obstáculo a essa meta: os próprios atletas brasileiros, que ao que parece, não têm e não tiveram uma preparação psicológica para competir em casa.  Será possível que nossos atletas um dia ainda terão uma preparação mental decente ?  A conferir.


domingo, 15 de maio de 2016

CASA GRANDE E SENZALA : A ÉTICA BRASILEIRA

A condução de Michel Temer à Presidência da República nos leva a uma análise mais detalhada: como é que se pode conduzir a presidência um sujeito que é ficha suja, por estar a ser investigado por doações irregulares em sua campanha em 2014 ? No mínimo é surreal que uma pessoa com ficha suja seja alçado ao cargo máximo de nosso país.  É a famosa e renitente frase que vira e mexe reverbera em nossos olhos ou ouvidos: os fins justificam os meios. É a ética particular dos herdeiros da Casa Grande que desde tempos idos são os donos do Brasil.

Através do dinheiro, a Casa Grande dissemina o ódio, manipula os setores médios da sociedade, pregando que maneiras, ainda que não éticas, são o meio mais fácil de se conseguir o que quer.  Manipular políticos para aprovar projetos de construções de indústrias, corrompendo autoridades do meio ambiente para conseguir licença para matar e agredir ao meio ambiente até que este se acabe; corromper através de propina para ganhar licitações para obras e construções   que tempos depois desabam como a Ciclovia da Niemeyer.  E depois que acontece a tragédia, a Casa Grande , com seus advogados, escapa das punições corrompendo a justiça.  E também promove o trabalho escravo nos meios rurais, mesmo a escravidão tendo acabado em 1888.  Enfim, uma série de arbitrariedades são cometidas em nome do dinheiro e da manutenção do poder a todo custo.

Enfim, para os que tanto queriam tirar Dilma Rousseff do poder, conseguiram.  E manterão a Casa Grande no poder, mas ao menos conseguirão manter suas viagens para Miami todo ano.  E a ética ? Mas que ética, se o que as pessoas querem é ir para a Miami ? A ética é de cada um.  Pense nisso.

O BRASIL E O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF


Muito se falou no impedimento da presidente Dilma Rousseff.  Mas a impressão que fica é que tudo não passou de uma manobra política para se retirar a presidente, não importa de que maneira fosse, mesmo que não houvesse ética, enfim o objetivo era tirar a presidente por ela ser geniosa, antipática no fino trato com o Congresso, enfim mesmo que sem ética,  o importante era tirar o PT e a Dilma.

Mas se fizermos uma análise mais a fundo do processo, notam-se algumas incongruências a se refletir: os argumentos pueris e vazios de quem se declarou a favor do impedimento da presidente; uma justificativa frágil de pedaladas fiscais, além do que não há provas irrefutáveis de que Dilma tenha se corrompido.  Se formos nos ater a principal delas, a das pedaladas fiscais, nota-se que isso é uma prática comum entre nossos governantes.  Chega a ser incoerente que governos passados fizeram isso e não se questionou. Então por que com o Governo Dilma ?  Então claro está que foi um julgamento claramente político, ou seja, se você machucar um dedo,ou mesmo soltar um pum, na política isso pode se voltar contra você.  E Dilma resolveu enfrentar a politicagem; e deu no que deu: foi deposta.  A política no Brasil é uma vergonha, a verdade é essa.

Sendo assim, é no mínimo questionável o impeachment, ainda mais se levarmos em conta o verdadeiro circo de horrores que foi essa votação em que o símbolo contumaz desta foi uma deputada de Montes Claros que falou do marido, prefeito da cidade que era um homem honrado e, no dia seguinte foi preso pela Polícia Federal, acusado de corrupção. Que ética e amparo tem o impedimento de Dilma Rousseff ?

domingo, 6 de março de 2016

AS CIDADES NÃO SÃO PATRIMÔNIO DOS CARROS

Uma frase emblemática dita pelo arquiteto espanhol Ignasi Riera, que participou da revitalização de áreas degradadas da cidade de Barcelona, durante os jogos olímpicos de 1992.  E convenhamos que, desde a invenção do automóvel por Henry Ford, os mesmos exercem fascínio nas pessoas gerando uma aura de independência que é ilusória.  Os carros e ônibus hoje são os grandes inimigos da mobilidade urbana nas grandes cidades.  Os automóveis tornaram as pessoas mais preguiçosas, mais propensas à acomodação, a não querer andar, nem pedalar. E com isso, geramos pessoas e mais pessoas com alto nível de obesidade, sem contar o aumento da poluição sonora e do ar.  Além de afetar a mobilidade urbana, gerando caos no trânsito.  Mas, diante do insuportável caos no trânsito e consequente poluição, é possível a revitalização de grandes centros urbanos, após anos de políticas rodoviaristas e privilegiar os trens e metrôs como saídas para o desafogo do trânsito e paralelamente o resgate de áreas onde as cidades nasceram ?  No Rio de Janeiro, atualmente com a introdução do VLT, prestes a entrar em operação, já se debate a possibilidade de se estendê-lo até o Jardim Botânico.  Neste caso, o blog considera até que, por logística, a extensão do metrô seria o mais sensato; mas com o prefeito louco que temos ele acha o VLT mais belo e tentará estender até o Jardim Botânico por conta da paisagem. As cidades são do povo e assim devem ser devolvidas a seus verdadeiros donos e expulsar os carros de suas ruas.  É um desafio e tanto para os prefeitos dos centros urbanos.

A LEI VALE PARA TODOS ?


Caro leitor, deves estar a perguntar o que essas três fotos têm em comum.  O que Lula, Luciana Tamburini e Ana Paula possuem em comum ?  Simples, demonstra que a lei só vale para uma parte da sociedade, os menos favorecidos.  A classe média, com o discurso de que a corrupção deve ser combatida, infelizmente é facilmente manipulável e induzida a acreditar em certos fatos em que a mídia dá tons mais fortes do que os fatos são no mundo real.  No caso de Luciana Tamburini, a agente da lei seca abordou um juiz de direito que estava sem habilitação e este simplesmente se achando acima da lei a processou, em causa própria , alegando que autoridades do judiciário não devem ser abordadas, a popular carteirada.  A segunda foto, o ex-presidente Lula, depois da condução coercitiva determinada pelo juiz Sergio Moro, juiz titular responsável pela Operação Lava-Jato.  E por fim a terceira, de Ana Paula, jornalista mineira, ex-participante do BBB que responde a 4 processos criminais em Belo Horizonte por dirigir alcoolizada e agressão.  E qual o ponto que une as 3 situações ? A sensação de que a lei vale apenas para reles mortais.  No caso de Lula, a lei que vale para ele não vale para Eduardo Cunha ou Aécio.  No caso de Luciana Tamburini, que a lei vale para ela que foi condenada injustamente, mas não vale para o juiz bandido que não tem carteira de habilitação e é acusado de beneficiar empresários em Buzios ? E que Ana Paula que dirigiu alcoolizada (essa é uma bebum das boas, diga-se), dirigiu sem habilitação e ainda se envolveu em brigas e foi parar no BBB 16....uma delinquente.  Então, fica a pergunta: a lei vale para todos ?

domingo, 10 de janeiro de 2016

EDUCAÇÃO BRASILEIRA - EM BUSCA DA MELHOR DIRETRIZ

   Em busca da melhor diretriz para o novo currículo de nosso ensino básico, a sociedade civil e o MEC têm procurado em um amplo debate estabelecer o novo currículo para a educação básica no Brasil.  Nesta primeira semana do novo ano, surgiu uma discussão que é de fundamental importância para nosso país, uma vez que se trata de um assunto fundamental para a formação das futuras gerações de brasileiros:  o novo Currículo do Ensino de Base de nossa educação.   Essa discussão é consequência de uma polêmica levantada em torno do novo currículo da disciplina de História, que este blog considera de suma importância, uma vez que é preciso que entendamos a nossa História para formação de nosso pensamento crítico, que é fundamental que se busque o pensamento crítico, pois tal pensamento é que faz com que os cidadãos possam refletir com clareza o que é melhor para o nosso país sem manipulações e/ou influência de grupos, notadamente no caso do Brasil a elite, oriunda da aristocracia rural vigente na época de colônia que gerou os barões de café que são os ascendentes dos hoje donos de bancos e grandes corporações do agronegócio que a compõem.  Os dois aspectos são os seguintes::

  I)  A possível retirada da História da Europa, sob a alegação de Eurocentrismo no nosso ensino de História, além também da omissão da História Antiga.   Nos EUA, nem se ensina a História Europeia, eles se concentram apenas nas treze colônias e olhe lá; nem a história da Inglaterra que os colonizou é ensinada.  Sob esse aspecto, vamos lá:  a visão é de que temos que estudar a História da humanidade como um todo, se quisermos analisar criticamente o mundo de hoje, é preciso se ensinar desde a História do Egito, dos fenícios, assírios, império Persa, Império Bizantino, pois foi a partir daí, que se moldou nosso Mundo; logo para se entender até nossa História entendermos o porquê falamos português e tudo o mais, isso não surgiu do nada é claro.  Surgimos de um país europeu e isso está fortemente ligado à história europeia, afinal foi das Grandes Navegações que surgiram o nosso Achamento e o Achamento da América. Então, não podemos omitir a História da Europa. Com isso não se consegue entender o porquê das guerras, do racismo, das guerras árabes-judias, enfim porque acontecem as bizarrices que para nós hoje não fazem sentido como a questão palestina e o racismo no mundo; logo se o MEC realmente estiver disposto a isso, será um verdadeiro tiro no pé.

  II) A Inclusão da História Ameríndia e História Africana:  relacionando com o aspecto anterior, a História Antiga já faz parte da História Africana, afinal o Egito, os fenícios e parte dos assírios são oriundos do continente africano; logo a História Antiga é em sua maioria a História da África; a Grécia e Roma Antigas vem depois dessas civilizações; o que é preciso se entender é que a história afro-brasileira e Ameríndia não excluem a História Antiga como ela é ensinada.

 Portanto, se houver um viés ideológico nisso, no que este blog não acredita em um primeiro momento, é de uma estupidez colossal essa mudança.  Se é para mudar, é apenas incluir a história Ameríndia e a História Afro-Brasileira.  A inclusão de um assunto não elimina o que já é ensinado atualmente.

domingo, 3 de janeiro de 2016

REVEILLON - O QUE NINGUÉM GOSTA DE LER OU OUVIR

O ser humano possui uma faculdade em que ele simplesmente escolhe o que quer ouvir ou ler: isso chama-se Memória Seletiva.  É o que acontece em todo o reveillón, onde tudo se transforma em alegria (OU HISTERIA) coletiva. É a hora dos famosos pedidos, pulinhos de sete ondas , ou seja, todos os desejos bregas afloram da mente das pessoas nessa histeria.  E nada, nada de ruim nesta hora existe: não existe violência, não existem assassinatos, crianças abandonadas, mendigos, tudo é varrido para debaixo do tapete na noite da passagem de ano; só os fogos e o banho de champanhe anônimo é que valem, como se tudo tivesse sido esquecido.  E quando se volta a realidade e o fim da histeria, tudo reaparece como em um passe de mágica.  A verdade caros, é que quem faz um ano bom ou ruim somos nós.  Depois de uma certa idade, a ilusão acaba e temos que olhar a realidade e perceber que , de nada adianta sete pulinhos, se você não se esforçar para mudar.  A violência, o abandono, a má qualidade dos transportes públicos, isso persiste nas grande metrópoles; o Rio apesar de sua beleza natural , é uma cidade que tem uma série de mazelas humanas, devido ao seu gigantismo, à sua falta de planejamento, a sua incapacidade de ter tanta gente espremida por quilômetro quadrado. Mas isso não é exclusividade nossa: São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador têm os mesmos problemas.   As maiores cidades brasileiras não têm condições de terem tanta gente morando em suas cercanias.  Daí a necessidade de planejamento urbano mais racional e desenvolvimento das cidades do nosso interior para termos um equilíbrio populacional maior.  As maiores cidades não suportam mais tamanho gigantismo.  Precisamos pensar mais em melhor qualidade de vida para nós mesmos. Mas isso ninguém fala.   Feliz 2016 leitor.